O ator Joseph Gordon-Levitt, que é amigo pessoal do diretor Rian Johnson, e esteve em todos os seus filmes, inclusive em uma pequena participação em Star Wars: Os Últimos Jedi, escreveu um texto na plataforma Medium, onde defendeu a abordagem do Luke no filme.

“Para muitos de nós, Luke é o epítome de um herói. Ele é o que nos esforçamos para ser. Ele também é o nosso ponto de acesso para um mundo que amamos. Nós conhecemos Star Wars através dos olhos desse personagem. E agora, depois de todo esse tempo, finalmente conseguimos vê-lo novamente e ele é um merda como pessoa. Está desrespeitando tudo que um Jedi deveria representar. Em última análise, parece que ele está nos desrespeitando. Ou, como alguns fãs concluíram, este não é o verdadeiro Luke Skywalker, mas sim uma bastardização perpertrada por escritores ruins ou interesses corporativos. Deixar Luke inalterado teria sido uma oportunidade perdida. Pense no quão raro isso é. Uma trilogia de filmes é feita com um jovem protagonista desempenhado por um ator em seus 20 anos. Então, não menos que 40 ANOS MAIS TARDE (Uma Nova Esperança saiu em 1977) este ator consegue interpretar o mesmo personagem como um homem mais velho. Eu não sei quantas vezes isso aconteceu na história do cinema. Alguma vez aconteceu? Ninguém é um herói perfeito ou um vilão perfeito, somos mais complicados que isso, cada um de nós. Personagens perfeitos são rasos. E me perdoe se eu blasfemar, mas o jovem Luke Skywalker sempre me pareceu um pouco luminoso demais para mim, e por isso foi tão legal desta vez vê-lo como um ser humano mais imperfeito.”

Elenco conta  com Daisy Ridley (Rey), Jonh Boyega (Finn), Mark Hamill (Luke Skywalker), Adam Driver (Kylo Ren), Carrie Fisher (General Leia) e Rian Johnson (Looper: Assassinos do Futuro) na direção. Produção já está em cartaz nos cinemas.

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