John Ronald Reuel Tolkien, conhecido internacionalmente por J. R. R. Tolkien (Bloemfontein, 3 de janeiro de 1892 — Bournemouth, 2 de setembro de 1973), foi um premiado escritor, professor universitário e filólogo britânico, nascido na África, que recebeu o título de Doutor em Letras e Filologia pela Universidade de Liège em Dublin, em 1954, e autor das obras como O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion. Em 28 de março de 1972, Tolkien foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II.

A ideia de seu primeiro grande sucesso, O Hobbit, surgiu em 1928, enquanto Tolkien examinava documentos de alunos que queriam ingressar na Universidade e Tolkien contou que:

“Um dos alunos deixou uma das páginas em branco – possivelmente a melhor coisa que poderia ocorrer a um examinador – e eu escrevi nela: Em um buraco no chão vivia um hobbit, não sabia e não sei por quê.”

Foi a partir desta frase que ele começou a escrever O Hobbit, somente dois anos depois, mas o abandonou a meio.

Tolkien emprestou o manuscrito incompleto para a Reverenda Madre de Cherwell Edge na época, quando esta estava doente, e ele foi visto por Susan Dagnall, uma bacharel de Oxford, que trabalhava para Allen & Unwin (comprada em 1990 pela Editora Harper Collins) e analisado depois por Rayner Unwin (filho de Stanley Unwin, fundador da Allen & Unwin, na época com 10 anos de idade) que ficou maravilhado com a história. Dagnall ficou tão encantada com o material que encorajou Tolkien para que ele terminasse o livro, e em 1937 é publicada a primeira edição de O Hobbit.

A saga do Hobbit Bilbo  um ser baixo, pacato, de pés peludos e grandes, que se aventura na Terra Média ao lado do Mago Gandalf e mais treze anões, teve tanto sucesso que Tolkien foi sondado para novas aventuras. Ele ofereceu O Silmarillion, que ele considerava a sua principal obra, embora que, mesmo hoje, não seja a mais conhecida. Stanley Unwin preferiu não arriscar e não publicou a obra. Mesmo depois da recusa, Tolkien concordou em continuar a saga dos hobbits e começa a dar forma a uma nova obra, que lhe consumiu doze anos de trabalho desde os primeiros rascunhos até a sua conclusão, mas que o tornaria um dos mais conceituados escritores de todos os tempos: O Senhor dos Anéis.

No dia 10 de dezembro de 2001, o filme O Senhor dos Anéis A Sociedade do Anel era exibido pela primeira vez na Premiere em Londres.

Deste dia em diante o mundo conheceu um dos melhores filmes já feitos para o cinema. Ele não apenas transformou a tecnologia cinematográfica com novos métodos, como também revolucionou o cinema como um todo.

A estreia mundial ocorreu em 19 de dezembro de 2001, porém no Brasil só conseguimos assistir a partir do dia 1 de janeiro de 2002. Tinhamos a expectativa de que esse não era apenas um filme comum nos cinemas. Era a tentativa de mostrar as obras de Tolkien como poderiam ser na realidade.

A qualidade dos efeitos, do roteiro e das atuações somados formaram filmes premiados em diversas modalidades, culminando com O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei que acabou conquistando 11 Oscar.

Tolkien tem essa capacidade de revolucionar os meios que veiculam suas histórias. Quando lançou O Senhor dos Anéis em 1954 – 1955 praticamente apresentou uma nova forma de se ver a literatura e inaugurou a fantasia moderna. Com os programas do Senhor dos Anéis na Rádio BBC de Londres foram um grande sucesso e proporcionou boas consequências. Quando no cinema, as histórias do professor revolucionaram novamente dando abertura para novos filmes e histórias fantásticas.

O Senhor dos Anéis no cinema nada mais é do que a demonstração que uma boa história quando se é contada de uma forma interessante pode cativar não apenas uma geração, mas eternizar por longos e longos anos.

De acordo com o testamento de Tolkien, seus livros nunca poderiam ser adaptados para o cinema pela Disney. A Miramax, propriedade do estúdio, chegou a manifestar interesse, mas desistiu do projeto devido a esta exigência.

Um fato interessante na história de Tolkien ele tinha um colega em Oxford que também era famoso: C.S. Lewis (As Crônicas de Nárnia). Este, geralmente, é mencionado como seu melhor amigo e confidente. Na verdade, a dupla não era essas maravilhas. No começo, eles eram bons amigos. Na verdade, Edith, a esposa de Tolkien, morria de inveja dessa amizade. Foi Tolkien, inclusive, quem convenceu Lewis a voltar para a igreja. Mas a parceria azedou quando o autor de O Senhor dos Anéis notou as inclinações anti-católicas e a vida “escandalosa” de Lewis, ele teve um romance com uma americana divorciada, imagine você. A relação nunca mais foi a mesma, mas Tolkien demonstrou arrependimento com o fim da amizade.

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