Sinopse:

“Thor está aprisionado do outro lado do universo, sem seu martelo, e se vê em uma corrida para voltar até Asgard e impedir o Ragnarok – a destruição de seu lar e o fim da civilização asgardiana – que está nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, a terrível Hela. Mas primeiro ele precisa sobreviver a uma batalha de gladiadores que o coloca contra seu ex-aliado e vingador – o Incrível Hulk.”

Dentre todas as produções da Marvel no cinema até agora, talvez a mais problemáticas tenha sido as que envolviam Thor, o Deus do Trovão. Com duas produções medianas, não era um trabalho muito complicado fazer com que Ragnarok seja o melhor filme do personagem, mas Taika Waititi conseguiu ir além e triunfar em vários outros aspectos, embora acabe tropeçando em ou outros.

Vindo de longa menores, porém excepcionais, como O Que Fazemos Nas SombrasHunt for the Wilderpeople, Waititi deixa claro nos primeiros minutos que Thor: Ragnarok não é exatamente um filme do gênero de heróis, assim como Capitão América 2 foi teve uma trama no mundo da espionagem e Homem-Formiga em filmes de assalto, Ragnarok inverte a tênue linha de uma história de Super-Herói com sacadas cômicas, para um filme de comédia com heróis.

Waititi, que já possuía uma veia muito forte voltada para o humor, se encarrega de entregar um time humorístico muito bem fundamentado no longa, entrelaçando as piadas com o todo, que em sua maioria auxiliam no andar da história, que se realça pela sua dinâmica no desenvolvimento de maneira geral, ainda que isso ocasione algumas falhas de montagem, como cortes muito abruptos, gerando uma confusão visual  em certas sequências. Mas consegue administrar com talento a ação, com destaque para o embate de Hela em Asgard e Thor vs Surtur.

Já o uso excessivo de CGI acaba prejudicando ao envés de ajudar a trama, como o confronto entre Thor e Hulk na grande Arena de Sakaar, onde mesmo que a computação seja de boa qualidade e se misture com construções reais, fica a inevitável impressão de que tudo em volta não é real ou de borracha, faz com que o peso de momentos importantes se percam em segundos.

Contudo, se por um lado o CGI é usado em exaustão em uma parte, em outra, o design de produção alcança um nível de construção de mundo que beira a perfeição em adaptar a estética dos quadrinhos, usando cores quentes e figurinos pomposos, traços que faz com que um bom leitor de quadrinhos enxergue homenagens á fazes do personagem titulo e principalmente a Jack Kirby, icônico desenhista e criador de boa parte do que conhecemos da Marvel hoje em dia.

A trilha sonora por sua vez se aproveita dessa pegada e concebe um estilo muito Techno Pop, que agrega ao tom do filme.

Chris Hemsworth desempenha com suavidade um Thor mais carismatico, mostrando seu talento para o humor, que apostando na dinâmica com Hulk, vivido por Mark Ruffalo, cria uma das melhores coisas do longa, principalmente pelo fato do gigante esmeralda expressar mais personalidade do que em suas outras aparições no cinema. Tessa Thompson e Tom Hiddleston representam bem seus personagens e puxando mais para Tessa, sua personagem apresenta um arco dramático que é apresentado e resolvido muito bem. A atuação de Jeff Goldblum, e Cate Blanchett cativam e roubam a cena a todo momento, deixando um desejo de aparecessem mais.

Virando de cabeça pra baixo o arco de quadrinhos que originalizou o longa, Thor: Ragnarok expande e muda de maneira drástica o universo cinematográfico da Marvel. Conquista por sua leveza e subversão de gênero, ainda que o preço de tudo isso seja uma aparente falta de peso dramático, o que talvez desaponte alguns em pequenas dosagens.

 

NOTA FINAL:

 

 

 

FICHA TÉCNICA
Direção: Taika Waititi
Roteiro: Christopher Yost, Craig Kyle
Título Original: Thor: Ragnarok
Gênero: Ação, Aventura
Duração: 130 minutos
Estrelando: Chris Hemsworth, Cate Blanchett, Idris Elba, Jeff Goldblum, Karl Urban, Mark Ruffalo, Tessa Thompson, Tom Hiddleston
Classificação etária: 12 anos
Lançamento: 26 de outubro (Brasil)

 

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