Isaac Asimov

Nascido na Rússia no dia 02 de Janeiro de 1920, Isaac Asimov é considerado um dos melhores e mais significativos escritores do gênero ‘ficção científica’. Aos 11 anos por conta da sua paixão pelas famosas revistas pulp de ficção científica, começou a escrever suas próprias histórias, aos 19 anos começou a trabalhar e vender suas histórias para a revista John W. Campbell. Formado em Bioquímica na Universidade de Columbia, Asimov servil a Marinha durante a Segunda Guerra. Após completar seu doutorado de medicina da Universidade de Boston, Asimov decidiu dedicar todo o seu tempo em escrever.

Em parceria com grandes escritores (como Robert A. Heinlein, H. G. Wells e Arthur C. Clarke), Asimov ajudou a criar o que chamamos hoje de ‘pilares da ficção científica’ – já que, na época, a maioria das histórias do gênero não tinha em si uma base cientifica-, criando conceitos e idéias que são reverenciadas e utilizadas como inspirações até hoje. Dentre suas criações cita-se as três leis robóticas, nas quais ele quase sempre as utilizava e brincava com elas em seus livros e contos.

Sua primeira lei diz : Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal

Já na segunda lei ele estipula que um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.

E a terceira lei diz que um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Posteriormente Asimov criou a Lei numero zero, onde um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal. Ele dizia que o objetivo das leis era tornar possível a coexistência dos robôs inteligentes – as leis pressupõem inteligência suficiente para os robôs tomarem suas próprias decisões – e humanos; impedindo assim que aqueles venham a se rebelar contra ou mesmo subjugar estes. Adicionalmente, ainda segundo o próprio Asimov, em virtude das diversas interpretações das mesmas, as leis lhe forneciam um mote valioso para um número grande de histórias.

Escritor se aproveitou bastante dessas leis no ‘EU ROBÔ’, livro que reunia nove contos (Robbie, Brincando de Pique, Razão, Pegue Aquele Coelho!, Mentiroso!, Pequeno Robô Perdido, Fuga!, Prova e O Conflito Evitável), que na sua essência mostravam a evolução dos robôs através do tempo.

Outro grande trabalho de Asimov foi a trilogia ‘A Fundação’, que foi eleita a melhor série de ficção cientifica de todos os tempos, superando a obra “O Senhor dos Anéis” de J.R.R. Tolkien e John Carter de Marte de Edgard Rice Burroughs. (A trama incrivelmente complexa, por tanto irei resumi-la).

Na historia toda a galáxia é colonizada por humanos, estão sob o domínio de um vasto império interestelar, mas um cientista chamado Hari Seldon usou a sociologia matemática para prever que o império irá cair e levar toda a galáxia a passar por 30 mil anos nas Trevas. Seldon desenvolve um plano, entretanto, para encurtar este período fundando duas colônias de cientistas, chamadas de Fundações, em lados opostos da galáxia. A partir destas Fundações, o segundo Império irá surgir muito antes do que aconteceria antes.

Outra obra memorável do altor foi “Os Próprios Deuses” onde uma descoberta revolucionária de uma nova fonte de energia promete uma nova e bela era para a humanidade, “O Fim da Eternidade”, que narra a historia de Andrew Harlan, um Eterno membro de uma organização que monitora e controla o Tempo. Que lida diariamente com o destino de bilhões de pessoas no mundo inteiro. No livro sua função é iniciar Mudanças de Realidade, ou seja, alterar o curso do universo, e “Histórias de Robôs”, que reúne os melhores contos e novelas publicados sobre robôs e computadores, desde o alvorecer do século 20 até o seu término. Nomes ilustres da ficção científica moderna, como Arthur C. Clarke, Philip K. Dick, Lester Del Rey e o próprio Isaac Asimov, levantam aqui questões polêmicas e dilemas morais que se impõem toda vez que se pretende usurpar o caráter divino da criação.

Um dos seus melhores e mais populares contos foi “A Última Pergunta” de 1956.
No conto a última pergunta é feita pela primeira vez por um engenheiro embriagado a Multivac, um super computador com milhas de comprimento que havia acabado de desenvolver um método para suprir a humanidade de energia por incontáveis anos. A duvida então se transcende pelo espaço tempo, já que o universo há de ter um fim e, com ele, as fontes de energia. Faz-se então a seguinte pergunta: como salvar a humanidade, ou seja, “como reverter a entropia?” (O final desse conto é incrivelmente filosófico e bombástico, vale muito a pena dar uma olhada).

Com mais de 400 livros publicados e inúmeros contos, Isaac Asimov faleceu no dia 06 de abril de 1992 com 72 anos. Mas é lembrado até hoje como um dos grandes gênios da ficção cientifica. Clique AQUI e confira o audiobook em português do conto “Á Última Pergunta”.

Veja abaixo uma entrevista de 1988 onde Isaac Asimov fala sobre o futuro impacto da internet na sociedade:

Comments

comments