Quem gosta de ficção científica conhece, gosta e respeita tanto o livro (que deu origem a franquia), os antigos filmes da saga Planeta dos Macacos, em especial o primeiro longa, estrelado por Chaalton Heston.

Mas com o passar das décadas e o avanço da tecnologia um reboot ou remake eram iminentes, e eles vieram! Primeiro com o longa de Tim Burton que tinha Mark Wahlberg no papel principal, que acabou não dando muito certo, e em 2011, Planeta dos Macacos – A Origem, conseguiu brilhantemente revitalizar e trazer a franquia para uma nova geração.

E agora três anos depois chega aos cinemas a sua continuação. Com a premissa de que quinze anos após os acontecimentos do último filme, a maioria dos humanos morreram e César tenta criar uma nova sociedade com os demais macacos. Temos de um lado, uma colônia humana tentando obter energia elétrica para tentar achar sobreviventes da “doença símia” no mundo, e o do outro temos César, líder dos macacos e pai de família.

Tudo ocorre bem, até o momento em que a colônia humana acha um meio de obter energia através de uma represa que fica no então território de César. Daí em diante o filme acaba se desenrolando de maneira positiva, explorando as duas faces da moeda: sobreviventes de um mundo devastado tentando ter uma vida normal (na medida do possível), e macacos, iniciando uma sociedade dentro da sua espécie (por exemplo, os orangotangos ensinando chimpanzés pequenos a falar e gorilas cuidando da segurança).

Porém, o melhor disso tudo é que o filme não antagoniza nenhum dos lados, tanto humanos e macacos tem suas próprias motivações, e todas são muito bem distintas. Sem tomar partido, temos os contrapontos:

César tentando manter a ordem em sua aldeia e querendo evitar a guerra. Do outro temos Malcolm pai de família, que também tenta evitar a guerra. Koba, o chipanzé que foi maltratado por humanos e só vê maldade neles e Dreyfus, um humano que só o vê o perigo nos símios.

No fim das contas, um elenco impecável, ótima direção, boas sacadas, reviravoltas, conflitos entre personagens desenvolvidos e resolvidos de formas brilhantes, efeitos especiais do tipo “não acredito que esse macaco não é de verdade” ou, “Como assim, olha isso, é impossível que não seja real” Planeta dos Macacos: O Confronto toca em temas que nos faz pensar: como o preconceito e medo irracional ao que não se entende, o que é família, dentre outros.

Se as grandes produções cinematográficas do momento costumam falhar em ser algo tão abrangentes e em explicar situações e ações que não precisam de explicação, a ponto de fazer com que o telespectador se sinta um idiota, Planeta dos Macacos O Confronto não cai nesses erros e toca em certos assuntos específicos e se aprofunda neles, mas sem sair do estilo blockbuster

Observação: assista ao primeiro filme da franquia (1964), antes de ir ao cinema, é possível ver pequenos trechos da trilha sonora da obra nessa continuação, além das pequenas referências.

Ficha Técnica:
Título original: Dawn of The Planet of the Apes
Direção:  Matt Reeves
Roteiro: Rick Jaffa, Amanda Silver e Mark Bomback
Elenco:  Andy Serkis, Jason Clarke, Gary Oldman, Keri Russell, Toby Kebbell, Kodi Smit-McPhee, Judy Greer
Ano: 2014
Duração: 130 minutos
Gênero: Ação

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